Pelos direitos nos <i>CTT</i>
Com 75 por cento de adesão à greve e com uma grande manifestação desde os Restauradores até à residência oficial do primeiro-ministro, com paragem junto ao edifício da administração, a luta de 19 e 20 de Março nos Correios foi um êxito.
O «novo AE» cede à empresa direitos muito valiosos
Para o Sindicato Nacional dos Correios e Telecomunicações, ficou demonstrado que os trabalhadores estão contra o acordo que a administração firmou com sindicatos minoritários e para o qual pretende «comprar» a adesão individual dos funcionários não sindicalizados ou associados das organizações que não subscrevem o «novo AE».
Muitos dos participantes na manifestação de quarta-feira envergavam camisolas negras, com a inscrição «Não me vendo por 400 euros», expressando a recusa do «negócio» proposto pela administração. Como o SNTCT/CGTP-IN e os outros quatro sindicatos explicaram, os direitos que são eliminados neste «novo AE» que, na melhor das hipóteses, pode caducar ao fim de 30 meses, valem muito mais do que o «prémio» de 400 euros oferecido pela administração a quem decidir assinar a adesão individual. Os sindicatos contestam liminarmente a ideia, defendida pela administração, de que o aumento salarial de 2,8 por cento, negociado com os minoritários, possa não ser aplicado a todos os trabalhadores - e recordaram que outras grandes empresas já foram condenadas por práticas semelhantes em anos anteriores.
A empresa tentou desvalorizar o impacto público da greve, quer através da requisição de «serviços mínimos», quer pressionando trabalhadores para não aderirem à luta, mesmo sob ameaças disciplinares das hierarquias, quer ainda transmitindo números baixíssimos de adesão ou procurando limitar os motivos do descontentamento à sua proposta de redução do número de dirigentes sindicais a tempo inteiro.
Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do SNTCT acusou a administração de pretender desviar as atenções das matérias graves que estão em causa: a flexibilidade de horários, a polivalência de funções, a mobilidade geográfica, o fim das promoções automáticas e das diuturnidades... Quanto à adesão à greve, Vítor Narciso explicou que a administração não está a contar, nomeadamente, com os funcionários a quem foram dadas férias, folgas de compensação ou dispensas, neste período da Páscoa, como «nunca» tinha sucedido; não contou igualmente com os cerca de 20 por cento de requisitados para os «serviços mínimos».
O dirigente sindical revelou que, durante os dias que antecederam a greve, inscreveram-se no SNTCT 400 trabalhadores que eram associados do Sindetelco/UGT e de outras estruturas subscritoras do «novo AE».
Caso a administração dos CTT e o Governo não se mostrem sensíveis ao protesto dos trabalhadores, a luta vai prosseguir, admitindo o SNTCT, o Sinttav/CGTP-IN, o Sincor, o Sitic e o Sinquadros que possam ocorrer novas paralisações em Abril.
Muitos dos participantes na manifestação de quarta-feira envergavam camisolas negras, com a inscrição «Não me vendo por 400 euros», expressando a recusa do «negócio» proposto pela administração. Como o SNTCT/CGTP-IN e os outros quatro sindicatos explicaram, os direitos que são eliminados neste «novo AE» que, na melhor das hipóteses, pode caducar ao fim de 30 meses, valem muito mais do que o «prémio» de 400 euros oferecido pela administração a quem decidir assinar a adesão individual. Os sindicatos contestam liminarmente a ideia, defendida pela administração, de que o aumento salarial de 2,8 por cento, negociado com os minoritários, possa não ser aplicado a todos os trabalhadores - e recordaram que outras grandes empresas já foram condenadas por práticas semelhantes em anos anteriores.
A empresa tentou desvalorizar o impacto público da greve, quer através da requisição de «serviços mínimos», quer pressionando trabalhadores para não aderirem à luta, mesmo sob ameaças disciplinares das hierarquias, quer ainda transmitindo números baixíssimos de adesão ou procurando limitar os motivos do descontentamento à sua proposta de redução do número de dirigentes sindicais a tempo inteiro.
Em declarações aos jornalistas, o secretário-geral do SNTCT acusou a administração de pretender desviar as atenções das matérias graves que estão em causa: a flexibilidade de horários, a polivalência de funções, a mobilidade geográfica, o fim das promoções automáticas e das diuturnidades... Quanto à adesão à greve, Vítor Narciso explicou que a administração não está a contar, nomeadamente, com os funcionários a quem foram dadas férias, folgas de compensação ou dispensas, neste período da Páscoa, como «nunca» tinha sucedido; não contou igualmente com os cerca de 20 por cento de requisitados para os «serviços mínimos».
O dirigente sindical revelou que, durante os dias que antecederam a greve, inscreveram-se no SNTCT 400 trabalhadores que eram associados do Sindetelco/UGT e de outras estruturas subscritoras do «novo AE».
Caso a administração dos CTT e o Governo não se mostrem sensíveis ao protesto dos trabalhadores, a luta vai prosseguir, admitindo o SNTCT, o Sinttav/CGTP-IN, o Sincor, o Sitic e o Sinquadros que possam ocorrer novas paralisações em Abril.